Terapia cognitivo Comportamental - TCC SP

Erros Cognitivos Comuns — TCC

Erros Cognitivos Comuns — TCC

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, os erros cognitivos — também chamados de distorções cognitivas — foram amplamente descritos por Aaron T. Beck.

Erros Cognitivos Comuns — TCC  Na Terapia Cognitivo-Comportamental, chamamos de erros cognitivos ou distorções cognitivas os padrões de pensamento que interpretam a realidade de forma rígida, automática e, muitas vezes, sofrida. Identificar esses padrões é um passo importante para desenvolver respostas emocionais mais equilibradas.
De acordo com a base conceitual apresentada, a TCC parte do princípio de que não são os acontecimentos em si que determinam nossas emoções, mas a forma como os interpretamos

Origem do conceito

Aaron Beck desenvolveu a TCC a partir de pesquisas com pacientes deprimidos na década de 1960. Ele observou que esses pacientes apresentavam padrões recorrentes de pensamentos negativos automáticos, frequentemente marcados por interpretações pessimistas sobre si mesmos, o mundo e o futuro — o que ficou conhecido como Tríade Cognitiva da Depressão.

O que são distorções cognitivas?

As distorções cognitivas são formas sistemáticas de interpretar a realidade de maneira imprecisa ou exagerada. 

Elas funcionam como “atalhos mentais” que podem ter utilidade adaptativa em algumas situações, mas que, quando excessivos ou inflexíveis, contribuem para ansiedade, depressão, baixa autoestima e outros transtornos emocionais.

Pensamento tudo-ou-nada

Ver situações em extremos: “ou é perfeito ou é um fracasso”. Não há meio-termo nem gradações de resultado. Ex.: “Se não fiz perfeito, sou um fracasso.” 

Generalização excessiva

Transformar um evento negativo isolado em regra permanente: “isso sempre acontece comigo”. Ex.: “Fui mal nessa prova, nunca vou conseguir aprender isso.”

Filtro negativo

Focar apenas nos aspectos ruins e desconsiderar dados positivos ou neutros da experiência.

Leitura mental

Pressupor saber o que o outro pensa — geralmente de forma negativa — sem evidências suficientes. Ex.: “Ela não respondeu minha mensagem porque está com raiva de mim.”

Catastrofização

Antecipar o pior cenário possível e tratá-lo como provável ou inevitável. Ex.: “Se eu errar essa apresentação, minha carreira acabou.”

Desqualificar o positivo

Minimizar conquistas e qualidades: “não foi nada”, “qualquer um faria”. Ex.: “Consegui o emprego, mas foi só sorte.”

Personalização

Assumir responsabilidade excessiva por acontecimentos externos ou reações de outras pessoas.

“Deverias” rígidos

Regras internas inflexíveis sobre como você e os outros “deveriam” agir, gerando culpa e frustração.

Como a TCC trabalha esses padrões

A TCC pode ensinar a identificar, questionar e reformular pensamentos disfuncionais , investigando também as crenças centrais que sustentam esses filtros de interpretação. O objetivo não é “pensar positivo”, mas pensar de forma mais precisa, flexível e útil. 

 

 

Referências
BECK, Aaron T. Terapia cognitiva e transtornos emocionais. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.

BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

DOBSON, Keith S. (org.). Manual de terapias cognitivas-comportamentais. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.

KNAPP, Paulo (org.). Terapia cognitivo-comportamental na prática psiquiátrica. Porto Alegre: Artmed, 2004.

WRIGHT, Jesse H.; BASCO, Monica R.; THASE, Michael E. Aprendendo a terapia cognitivo-comportamentalum guia ilustrado. Porto Alegre: Artmed, 2008.


 

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